EUA, Internet, Twitter

O QUANTO VOCÊ “DESINFORMA”?

projeto-truthy-07-12-2014

Você já parou para pensar no acúmulo de informação não verificada que você contribuiu para que se consolide nas redes sociais? Geralmente não nos preocupamos com esse resultado. Nossa opinião é publicada e o buzz deixa a internet altamente tóxica. Nesse sentido a National Science Foundation dos Estados Unidos começou a medir a suposta intoxicação no Twitter dos usuários norte-americanos.

O tema é controverso? Sem dúvida.

Segundo o Washington Post (17/10), “o projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Indiana, e seu objetivo seria é detectar o que eles consideram “poluição social” e o que chamam de “epidemias sociais”, incluindo os memes – ideias que se espalham por toda a cultura pop.”

O projeto Truthy, como já vem sendo conhecido, afirma que a “pesquisa poderia ser usada para mitigar a difusão de ideias falsas e enganosas, detectar o discurso do ódio e propaganda subversiva, e ajudar na preservação do debate aberto.”

Truthy usará uma “sofisticada combinação de texto e mineração de dados, análise de redes sociais, e modelos de redes complexas para distinguir entre memes que surgem de forma orgânica e aqueles que são manipulados em ser.

Monitoramento intrusivo ou um principio salutar de despoluição?

Em breve comento mais sobre o Truthy.

Saiba mais:

Projeto Truthy http://truthy.indiana.edu/

Matéria do WP: http://www.washingtonpost.com/opinions/truthy-project-is-unworthy-of-tax-dollars/2014/10/17/a3274faa-531b-11e4-809b-8cc0a295c773_story.html

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Pessoal

O que o Spotify pode nos ensinar?

Recente pesquisa do Spotify, mais famoso serviço de música em internet, mostrou que existe uma probabilidade de 24,14% dos usuários pularem de uma música para outra durante os 5 primeiros segundos. Nos primeiros 10″ (28,97%), 30″(35,05%) e antes de acabar a música (48,6%).

Captura de tela de 2014-08-17 22:22:07

A pesquisa afirma que quanto mais jovem o usuário, maior a adesão pela velocidade de consumo e mudança para uma nova música. O dado nos leva a crer que o usuário do Spotify, em especial os jovens, parecem ansiosos e com dificuldade de atenção as músicas escolhidas.

Nesse sentido, tenha sempre presente: os primeiros 5″ são definidores quando você disponibiliza conteúdo de áudio nas redes sociais.

Abaixo algumas tabelas da pesquisa.

Comportamento médio do pulo dentro nos primeiros 60″

all_songs_detailComportamento médio do pulo por idade do ouvinte:

Skipping_behavior_by_ageFonte: Music Machinery

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Pessoal

Telefone público e ciberdemocracia juntos em Nova York

Novas funções para os telefones públicos?

A prefeitura da Nova York lançou o desafio “Reinvent Payphones Design Challenge” através da sua diretoria de Urbanismo e Tecnologia. A meta é desenvolver alternativas criativas e funcionais para os 11 mil telefones públicos da cidade.

Reinvent Payphones Design ChallengeO desafio foi criativo em Nova York, mas caberia muito bem no Brasil, não acham?

O resultado saiu dia 15 de março. Destaque especial para o “NYC I/O: The Responsive City” http://bit.ly/Z7yyvS. Comunicação e participação ascessível a todos.

Mais ideias no tumblr de NYC http://bit.ly/103IQSl

Obs: por enquanto nenhuma dessas ideias foram realizadas na cidade.

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Cibercultura

“Caso a polícia decida nos atacar novamente, não há mais servidores para capturar” The Pirate Cloud

O The Pirate Bay fez uma mudança importante em sua infra-estrutura. O mais famoso site de torrents do mundo mudou toda a sua operação para a nuvem. A partir de agora o The Pirate Bay irá oferecer os torrents em nuvens de vários provedores de hospedagem espalhados pelo mundo. A mudança vai reduzir os custos, garantir um melhor tempo de atividade, e fazer o site praticamente invulnerável a polícia – tudo ao mesmo tempo e mantendo seguros os dados dos usuários – tradução livre do Torrent Freak

Caso a polícia decida nos atacar novamente, não há mais servidores para capturar, só roteadores. Se eles seguirem a trilha dos roteadores de país a país, tudo que encontrarão é um servidor sem disco rígido lá. Caso encontrem o servidor na nuvem e a empresa responsável, a única coisa que conseguiram são imagens de discos altamente criptografadas e, virtualmente, inúteis do ponto de vista legal

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Capitalismo

A criativa Foxconn, produtora do Iphone da Apple, admitiu ontem usar crianças em suas fábricas

A Foxconn admitiu ontem que emprega estagiários com 14 anos em sua linha de montagem. A empresa, uma das gigantes de tecnologia do mundo, é mundialmente conhecida por fabricar os equipamentos da Apple (iphone e ipads) e pelas péssimas condições de trabalho em suas fábricas, o que levou a altos índices de suicídios entre seus trabalhadores, exemplo claro que a criatividade tem um preço, é “maravilhosa” nos escritórios dos designers e desenvolvedores, péssima no restante da cadeia produtiva, afinal, uma tem que pagar a outra.

A matéria da Associated Press publicada na businessinsider.com

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Arte, Cibercultura

Pergunta aos críticos dos museus virtuais: Como veríamos as nádegas carnudas de Brueghel?

O site obvius fez um post bem instigador assinado pela colaboradora Tajana. A publicação problematiza de forma leve como a opção virtual, a digitalização de um quadro no Google Art Project, por exemplo, abre-nos uma visão nova e mais ampla da obra, talvez não “melhor”, mas complementar e única.

Leia abaixo e diga o que você acha.

“As nádegas de Brueghel” Por Tajana.

Não sei se Deus está no detalhe – mas as nádegas rosadas de Brueghel, sim. Refiro-me às nádegas pintadas por ele. Este é um desses casos felizes em que a tecnologia amplia certos caprichos do olhar.

Leia mais AQUI

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Pessoal

Leituras do momento: Slavoj Zizek e Philip Roth

Comecei a ler no últimos dias com mais afinco o último livro do Slavoj Zizek, “Vivendo no fim dos tempos”, paralelo a ele, para aliviar, acompanha o “O Teatro de Sabbath” do Philip Roth, abaixo uma apresentação de ambos.

Conforme a leitura se desenvolver eu vou comentando.

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“O Teatro de Sabbath” de Philip Roth – leia mais em as Leituras do Giba: http://goo.gl/NvqSC

Teatro de Sabbath é uma criação cómica de proporções épicas, e Mickey Sabbath o seu herói gargantuesco. Antes um escandaloso e inventivo saltimbanco, Sabbath, aos 64 anos, continua audazmente antagónico e excessivamente libidinoso. Mas depois da morte da sua amante de longa data – um erótico espírito livre, cuja audácia adúltera excede até a sua – Sabbath embarca numa turbulenta viagem ao passado.
Desolado e só, cercado pelos fantasmas daqueles que mais o amaram e odiaram, encena uma série de absurdas catástrofes que o levam aos limiares da loucura e da extinção.

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“Vivendo no fim dos tempos” de Slavoj Zizek na Carta Maior http://goo.gl/qlaai 

Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Zizek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

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