EUA, Internet, Twitter

O QUANTO VOCÊ “DESINFORMA”?

projeto-truthy-07-12-2014

Você já parou para pensar no acúmulo de informação não verificada que você contribuiu para que se consolide nas redes sociais? Geralmente não nos preocupamos com esse resultado. Nossa opinião é publicada e o buzz deixa a internet altamente tóxica. Nesse sentido a National Science Foundation dos Estados Unidos começou a medir a suposta intoxicação no Twitter dos usuários norte-americanos.

O tema é controverso? Sem dúvida.

Segundo o Washington Post (17/10), “o projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Indiana, e seu objetivo seria é detectar o que eles consideram “poluição social” e o que chamam de “epidemias sociais”, incluindo os memes – ideias que se espalham por toda a cultura pop.”

O projeto Truthy, como já vem sendo conhecido, afirma que a “pesquisa poderia ser usada para mitigar a difusão de ideias falsas e enganosas, detectar o discurso do ódio e propaganda subversiva, e ajudar na preservação do debate aberto.”

Truthy usará uma “sofisticada combinação de texto e mineração de dados, análise de redes sociais, e modelos de redes complexas para distinguir entre memes que surgem de forma orgânica e aqueles que são manipulados em ser.

Monitoramento intrusivo ou um principio salutar de despoluição?

Em breve comento mais sobre o Truthy.

Saiba mais:

Projeto Truthy http://truthy.indiana.edu/

Matéria do WP: http://www.washingtonpost.com/opinions/truthy-project-is-unworthy-of-tax-dollars/2014/10/17/a3274faa-531b-11e4-809b-8cc0a295c773_story.html

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Eleições 2012

5 pontos de uma campanha política de internet, o resto é só bannerzinho de Facebook

Breve post que elenca os pontos principais de uma campanha web:

1) TRANSPARÊNCIA – Aumentar a visibilidade e a porosidade da campanha e sua coordenação junto a sociedade, desburocratizando o acesso e as formas de aproximação, abrindo canais de contato permanentes entre cidadão e a pessoa do candidato, que deve ser menos personagem e mais o indivíduo;

2) COMUNICAÇÃO – Dar a melhor informação, aquela que TV, Rádio e Panfleto não conseguem por causa da limitação de tempo, espaço e característica de mídia. Na internet a informação deve ser a mais completa, a mais propositiva e não a mais reduzida. A informação deve ser multimídia e inovar na linguagem, o centro é facilitar o acesso e qualificar a informação;

3) INTELIGÊNCIA – Escutar, perguntar e escutar muito – mas muito – o que as pessoas pensam da cidade, dos temas e regiões. Usar esse conteúdo para formular inteligência na tomada de decisões e na pró-atividade de conteúdos, discursos, textos e estéticas diversas dos materiais e das práticas comunicativas;

4) HORIZONTALIDADE – Reconhecer o conteúdo do outro, mostrar o outro, o apoiador, o cidadão, animando a todos (comunicadores ou não) na produção de conteúdo, na cobertura colaborativa e na formulação de propostas e fortalecimento de conceitos e agendas presenciais e digitais,  formando redes, sendo um elo forte entre diferentes, conectando pessoas e estimulando a sua participação, chamando ao debate e ofertando bons conteúdos;

5) PROPOSTAS –  Focar nas propostas e no que as campanhas se diferem. Em geral, na TV, as candidaturas divergem na vírgula, são muito parecidas, o que faz com que o cidadão tenda a votar naquele mais conhecido, o mais mediático. Na web não se pode ter meias-palavras, ser vacilante. A proposta precisa ser ousada e clara, sem gasto de energia com “viraizinhos” de ataque e perfis fakes, mas mostrando, comparando, informando as diferenças com conteúdo de qualidade.

Mapa mental que fiz para planejamento/ação de uma campanha na Internet – versão 1.0

Vale ressaltar que esses são apenas alguns pontos que eu identifico como importante em uma campanha web, aqueles que acredito serem os principais. Para sua aplicação existem técnicas, “produtos” e softwares que ajudam muito, mas o centro é a estratégia geral da campanha web ser politizada, ou vira só ‘bannerzinho’ de Facebook.

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Internet

Famoso por atacar Blogs, agora Ministro Gilmar Mendes quer censurar a Wikipédia

Quando eu acho que esse senhor já aprontou tudo que tinha na vida, ele me saí com uma pior ainda, agora quer que a PF investigue a Wikipédia Brasil.  Alega ele que o seu Verbete está ruim, pois cita citam matéria da Carta Capital. A matéria é do Estadão, leia aqui.

Na foto abaixo o Ministro Gilmar Mendes e o seu algoz, Joaquim Barbosa, dormindo hoje durante o julgamento do Mensalão.

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Eleições 2012

#case campanha web ao vivo #naruacompatrus

Vou seguir publicando aqui no blog alguns bons cases de campanha web, exemplos concretos do que já estamos falamos algum tempo. Campanha web de perfil bonitinho (facebook e twitter), com imagens tipo meme (essa pessoa apoia fulaninho) no facebook com hashtag no twitter é o básico do básico para uma campanha de vereador.

Prefeito/a de cidades médias e grandes precisam fazer mais se quiserem que a internet faça diferença em sua campanha política, #NaRuaComPatrus é um bom exemplo, faz diferença.

Nesse exato momento (15/07 – 11h) o candidato a prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias (PT), caminha na comunidade Alto da Vera Cruz, a atividade está sendo transmitida ao vivo por player embedado na Fanpage do candidatura “Quero Patrus” http://goo.gl/mhxgJ.

Imagem

Na caminhada uma mochila de transmissão – câmera + internet filma e já faz o streaming direto via conjunto de 3Gs, alguém da comunicação vai entrevistando a comunidade, lideranças e candidatos a vereador (acima) e autoridades que acompanham a caminhada, tudo ao vivo e registrado.

Depois da caminhada o conteúdo vai para o Youtube e Facebook, bem como para alguma interface web que sistematize e replique a memória, aumentando assim a visibilidade e o tempo de exposição das candidaturas, bem como, dando uma nova sobrevida ao conteúdo produzido.

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Eleições 2012

Serra restringe e Haddad amplia, tônica da campanha web (SP) no 1º dia da eleição 2012

Não pretendo hoje detalhar o tema, mas é gritante o formato de apresentação web assumida por Serra e Haddad, candidatos a prefeitura de São Paulo, nesse 1º dia de campanha.

Em 2010 a candidatura Serra (PSDB/SP) na web, coordenada por Soninha Francine, contratou um especialista indiano, assessor que custou 1 milhão de dólares para o PSDB, projetou uma ferramenta e teve somente um mês de contrato. Na época a estratégia do Indiano foi atacada por setores do PSDB, descontentes com o bloqueio no site, os tucanos afirmaram que: “ele não tem sentido de rede, tem sentido de spam” http://www.folha.com.br/po800776

Hoje (06) a história se repete:

A candidatura tucana apresentou hoje um site que barra o acesso obrigando o cadastro do email, igual 2010, todos lembram como foi a campanha de emails pró-Serra na eleição presidencial, peças sem assinatura, mentira recheada de homofobia e muita  truculência, resta saber se a forma vai se repetir nessa eleição http://www.sidneyrezende.com/noticia/104197

Haddad e uma nova ferramenta

Por outro lado Haddad (PT/SP) foi o mais arrojado dos candidatos no 1º dia, lançou um canal de vídeos gigantesco com possibilidade de comentários e integrado as redes sociais. Sem dúvida é uma interface profissional e digna de elogios, com capacidade de informar de forma qualificada o eleitor e os apoiadores, mas para ampliar, se esse for um dos objetivos, ela precisa avançar, ser mais interativa, ter espaço controlado de divergência e reconhecer o conteúdo do apoiador com válido para a campanha.

Vale ver: http://pensenovotv.com.br/ um oxigênio para os adoradores de campanha web.

* Post ainda sem revisão.

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Internet

Marco Civil da Internet disponível para debate até amanhã (06)

O deputado Alessandro Molon (PT/RJ) divulgou ontem (04) o texto substitutivo do Marco Civil da Internet (PL 2126/11), o texto está disponível para considerações da sociedade até amanhã no e-democracia, devendo ir para votação na semana que vem, antes do recesso.

O que é o Marco Civil: “A proposta é uma espécie de Constituição da internet, com princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil; direitos dos usuários; obrigações dos provedores do serviço; e responsabilidades do Poder Público.”

Apesar da disponibilização relâmpago, apenas dois dias, vale ler e mandar suas sugestões no e-democracia. A lei pretende “estabeler princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação a matéria”.

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